O lindo Vale de Chianti

     Pra começar a falar dessa linda região da italia vou falar primeiro sobre o vinho. O Chianti é um vinho tinto seco produzido com uvas Sangiovese e Canaiolo ( tintas ) e Trebbiano e Malvásia ( brancas ). Diz uma lenda que em meados do século XVII, para resolver as disputas políticas em torno da extensão territorial de Siena e Firenze, foi estabelecida uma prova: Um cavaleiro de cada cidade deveria sair assim que o galo cantasse na Alvorada. A fronteira seria no ponto em que os dois se encontrassem.Acertado isso, o povo de Siena elegeu um galo bonito, jovem, bem nutrido para cantar na alvorada enquanto que o povo de Firenze escolheu um galo negro, magro e mal alimentado. É claro que o galo de Firenze acordou mais cedo, pois tinha fome, e cantou antes do galo de Siena fazendo com o que o cavaleiro de Firenze tivesse boa vantagem. Essa vantagem fez com que os cavaleiros se encontrassem já bem perto de Siena e, como consequencia, a cidade de Firenze conquistou um território maior que a vizinha. Dizem que essa disputa também levou para Firenze a exclusividade do nome Chianti que é representada nas garrafas por um galo negro.

     Começamos o nosso dia com um belo café da manhã em frente a nossa casa e depois nos preparamos para mais um dia de paisagens maravilhosas. E elas seriam marcadas pelos campos de plantações de uva.

     A primeira parada foi no meio da estrada. As paisagens eram tão lindas que dava vontade de parar em cada curva da estrada. Depois seguimos para Castellina in Chianti, uma cidade de 2.600 hab, localizada a 18km de Siena.

     Depois de Castellina, seguimos para Radda in Chianti, menor que a primeira ( 1.600 hab) mas sem perder o charme das cidadezinhas dessa região. As cidades medievais da Toscana se caracterizam por terem ruas estreitas que normalmente se reunem numa praça principal onde estão a prefeitura e a igreja principal. No caso de Radda, o Palazzo del Podestà e a Igreja de San Niccolò.

     Nossos dias na Toscana estavam chegando ao fim. Não poderíamos sair de lá sem visitar uma cave. Fomos então até a Badia a Coltibuono – um antigo mosteiro localizado perto da cidade de Gaiole in Chianti. Coltibuono foi fundada em 1051 e foi detida pela ordem Vallumbrosan de monges beneditinos até 1810. Um grande número de manuscritos e obras importantes foram alojados ali há centenas de anos, fazendo menção primeira de muitas das cidades, castelos e vilas da área de Chianti. Posteriormente, foi transformada em uma fazenda villa, e manteve sua função agrícola desde então. O jardim da abadia, que foi restaurado radicalmente nas últimas décadas, é definido na forma do jardim fechado, com divisões geométricas para os canteiros e plantas aromáticas e medicinais nas extremidades. A propriedade é cercada por grandes ciprestes, o resultado do trabalho de reflorestamento realizado pelos monges. Os atuais proprietários, a família Stucchi-Prinetti, se destacaram na divulgação do seu vinho e outros produtos agrícolas e pela escola de culinária instalada no local. A abadia é uma das atrações destaque na Strada dei Castelli del Chianti (Rota dos Castelos de Chianti ) promoção turística de Gaiole, e a igreja da abadia, jardins e a cave podem ser visitados, como parte de um tour guiado.

     E no fim do dia uma última parada, dessa vez no Castelo de Broilo, propriedade da familia Ricasoli e com seus jardins abertos à visitação pública. O castelo foi reconstruído e modificado várias vezes e hoje carrega as marcas das diferentes épocas: desde os bastiões medievais fortificados até as adições românicas e neo-góticas e os poucos detalhes do século XIX.
O castelo está rodeado por 240 hectares de vinhedos, que fazem parte das terras da fazenda, tornando-o maior da área de Chianti Classico: 1.200 hectares nos municípios de Gaiole e Berardenga Castelnuovo – vales, colinas, bosques de carvalhos e castanheiros, 26 hectares de olivais, todos desfrutando da beleza e da grande variedade de solos e clima da região de Chianti central.

     E depois de mais um dia de sol na Toscana rumamos a Montespertoli para descansar.

     Nos vemos então no próximo post, em Pisa.

   Até mais!

     Claudia & Marcos

4 comentários

  1. Olá, recebi o comentário de vocês no meu blog, obrigada! Aproveito pra fazer uma pergunta que não fiz na época em que li esse post, vocês tiveram que deixar bagagem no carro alugado durante a rota do vinho? Eu estou um pouco preocupada com as nossas bagagens no porta malas durante o percurso que faremos a rota do vinho… vi vários relatos de furtos na internet em outros países, mas nada na Itália. Será que não preciso me preocupar?

    1. Oi Nayara. A gente escolheu ficar em um local estratégico para poder fazer os percursos todos sem ter que trocar a hospedagem. Ficamos em uma casa em Montespertoli e com isso não precisávamos levar as bagagens junto.
      Não sei sobre furto de bagagens na Itália. Mas é sempre bom não dar bandeira, deixando os pertences no porta malas fechado e não abrindo ele quando forem estacionar. Um abraço

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