Dia 06 – De Tilcara à San Pedro do Atacama

     Saímos pela manhã de Tilcara na direção de Paso de Jama, na fronteira com o Chile. A ordem do dia era acima e avante, isso porque subiríamos um bocado de metros acima do nível do mar. Pegamos estradas ingrimes e sinuosas e era engraçado de ver a nossa amiga Gertrudes tratando de deixar o carrinho azul na rota certa…hehe

          E pra dar uma idéia da subida, reparem na foto abaixo. As linhas retas que aparecem na montanha são a estrada, coisa de louco.

     Em certo ponto da estrada, chegamos a 4.170m de altitude. Pra quem não sabe, o ar rarefeito da altitude pode causar dor de cabeça, enjôos e até mesmo vômitos. Para evitar tudo isso as pessoas costumam tomar chá defolha de coca, mascar a folha ou comer umas balas de coca. Por sorte não tivemos problema nenhum, apenas a falta de ar ao fazer movimentos bruscos, o que é comum.

     Nesse trecho entre Tilcara e a fronteira é possível visualizar salares. Passamos pelas Salinas Grandes, um salar com 212 km2 de extensão. É claro que descemos pra conferir de perto essa curiosidade da natureza. Os salares são resultado de atividades vulcânicas de 10 milhões de anos atrás.

     Aproveitamos a oportunidade para fazer experiências fotográficas. O resultado rendeu boas risadas.

          Uma dica quente pra quem vai se aventurar em salares é – NÃO ESQUEÇA DO FILTRO SOLAR – dica de quem sentiu na pele os efeitos do sol…hehe Aliás, o sol na altitude é muito mais forte que em qualquer outro lugar então é bom não se descuidar.

     Mais adiante, ainda na Argentina, nos deparamos com vicunhas. A sua pelagem é muito fina e tem um bom valor comercial. Aqui no Chile encontramos mais do que haviamos visto no Peru.

     Chegamos ao limite entre a Argentina e o Chile. Deixamos o carro estacionado e nos dirigimos ao prédio onde é registrada a saída do país e carimbado o passaporte. Após esse processo, é necessário mostrar os documentos do carro e registrar a entrada temporária do mesmo no país. O processo todo levou menos de 30min.

     Continuamos mais 160km numa estrada super boa e já vendo nas paisagens a vegetação escassa do Atacama. A estrada tem muitas retas e cansar é fácil. Vimos uns quantos caminhões virados no acostamento e até mesmo um carro que deve ter capotado. Analisando as situações, acreditamos que os motoristas dormiram na direção. Nada melhor do que dar um tempo quando se está cansado na estrada, não é mesmo? Evita uma série de problemas maiores.

     Chegando em San Pedro do Atacama é necessário fazer a imigração. Preenche-se um formulário grande, que fica sobre uma mesa junto ao prédio da imigração e outro menor que se pega com os “carabineiros ” no guichê. Após entregar todas os formulários preenchidos ao carabineiro e ter o passaporte carimbado, foi necessário, no nosso caso, passar numa outra fila para apresentar os documentos do carro e liberar a entrada temporária do veículo. (Pessoas que vão ao Atacama de ônibus, devem passar por outra fila, onde sua bagagem passa por revista.)  Por último, um oficial de polícia nos acompanhou até o carro para verificar a bagagem e ver se não havia comida ou artigos de origem vegetal. Liberados, seguimos até o Hostel.

     San Pedro do Atacama é uma comuna com cerca de 2.000hab. Se você não curte poeira, passe longe daqui – a cidade é super rústica e as ruas são de terra batida em sua maioria. Apesar disso tudo os preços são bem salgadinhos.  Mas existem opções para todos os bolsos e gostos. San Pedro é famosa porque daqui saem todos os tours para o deserto do Atacama. As atrações eu conto nos próximos posts.

Até mais!

Claudia & Marcos

6 comentários

  1. Tudo muito legal.
    Tinha curiosidade de ver como é realmente.
    E é claro que através de voces, isto acontece.
    Muito bacana e pessoal.
    A altitude na fronteira é de 4320 mts.
    Abraço e boa viagem.

  2. Smii, são 4320 mts , passamos por lá, acho que o local chama-se Los Libertadores, passamos à noite e havia nevado… o maior medo da minha vida pois o ônibos de ” los remeros” estava sem correntes nos pneus e mmesmo assim conseguimos que liberassem o ônibus para que não tivéssemos que passar a noite lá encima, o pavor de descer a cordilheira à noite com gelo na pista é demais !!! eu estava na janela e via o precipício ao nosso lado e todas as histórias contadas apavoravam ainda mais… uma das mais marcantes aventura desta turma… a galera sentou-se no corredor no piso mesmo para dar estabilidade ao ônibus… imagina o pãnico!!!
    bjs e aguardo meu presentinho ,e hhehehehe
    Marie

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